domingo, 29 de janeiro de 2012

Para uma leitura da trajetória política e teológica da igreja brasileira.

O Brasil é um país de peculiaridade singular em sua fauna, flora, extensão geográfica, clima, recursos naturais e, bem como, em sua diversidade cultural e religiosa. Esse quadro não só revela a grandiosidade das riquezas desta terra como possibilita ampla pesquisa sobre os objetos de estudo que a nação brasileira oferece. Em se tratando da heterogeneidade religiosa brasileira, a igreja evangélica tem uma trajetória política e teológica diferente se comparada a outras raízes religiosas. Por ser procedente de país protestante, busca objetividade e orientação baseada em sua origem histórica combinado a uma revolução não só espiritual, mas social, política e econômica com papel voltado aos interesses de seus membros e da sociedade em geral.

O processo histórico de ser evangélico e ser político no Brasil apresenta três características: a do engajamento em movimentos sociais, da alienação e da participação no poder público. Uma trajetória em que o papel da comunidade evangélica em relação à participação política reflete, concomitantemente, o momento histórico.

Os evangélicos quando chegaram ao Brasil, oriundos de países protestantes e ascendência industrial, discursavam e defendiam o progresso e a democracia para a sociedade. Engajados em movimentos populares eram partidários da abolição dos escravos e atuavam em favor da república. Também ajudaram a organizar as ligas camponesas e sindicatos rurais e eram militantes de uma revolução brasileira.

O tempo passou e os evangélicos receberam certa influência do fundamentalismo religioso desencadeando certa alienação resultante também de um distorcido discurso escatológico que crer, especificamente, que os últimos e piores acontecimentos, sejam eles, político, social, econômico ou de natureza catastrófica, indicam, exclusivamente, o fim do mundo. Sendo assim, qualquer projeto, engajamento social ou ideário político dos evangélicos para solucionar tais necessidades torna-se irrelevante diante das conseqüências irrevogáveis que o fim dos tempos apresenta. Outro discurso preconceituoso e alvo de grandes questionamentos é o pensamento de que ser evangélico e ser político é abominação diante de um Deus santo, justo e puro, pois para o cristão é incoerente o envolvimento com o poder político corrupto, imoral e ateísta.

As reflexões atuais sobre a trajetória política da igreja apresentam interpretações de um novo período histórico. A participação política além de ser o grande discurso de alguns líderes religiosos é também a atividade pleiteada por muitos cristãos. Muitas igrejas evangélicas que tinham barreiras políticas começam a participar ativamente do poder público desencadeando um número maior de candidatos e, bem como, um número maior de eleitores cristãos.

Afirma-se que isto é apenas uma fase da caminhada, já que a igreja se afastou um pouco e só agora retorna com consciência étnica e conhecimento acadêmico, tanto por parte dos candidatos como dos lideres, reiterando que, é preciso um grupo maior de políticos evangélicos com competência e melhor nível sócio-político, cultural e religioso.

Cristãos envolvidos politicamente apresentam soluções satisfatórias às questões sociais. Fala-se em dar respostas ao declínio moral, à crise social, econômica e política e, sobretudo, a falta de ética com a coisa pública. Pleiteiam diversos cargos políticos como numa caminhada religiosa, rumo a mais elevada responsabilidade política desta nação que é a presidência da república.

O discurso, no entanto, é simplista e triunfalista, pois pensar que a eleição de cristãos para cargos públicos seja a solução para todas as doenças sociais, não é só presunçoso e teologicamente questionável, como também, é mentiroso. Apesar de existirem muitos políticos evangélicos competentes, é visível candidatos de si mesmo ou de grupos religiosos isolados que, consequentemente, não atingem as reais necessidades do povo brasileiro provocando arranhões ao caráter cristão do povo de Deus.

Entendo que pensar na ocupação do cargo público por cristãos pode até representar um universo moldado na moral religiosa e na ética civil, mas nunca como um poder igualitário justo e sábio, principalmente, porque a história mostra que governos ditos religiosos não exemplificam um merecido bem-estar-social. Outra questão é que o nível espiritual de um indivíduo não pode ser o indicador imprescindível ao exercício do cargo público, tendo em vista que o ato de governar demanda competência, habilidades e caráter honrado para dirigir democraticamente uma nação.

A igreja, portanto, precisa preocupar-se conscientemente com a política no Brasil agindo vigilantemente numa caminhada de esclarecimento, ensinamento e engajamento. Na medida em que participa do poder público é preciso atuar de forma reflexiva, questionável e denunciadora aos vícios impuros da política brasileira. No entanto, para ter sucesso se faz necessário exercer uma política igualitária e de inclusão social voltada para a justiça sócio-política em defesa da integridade do homem e da natureza. Não esquecendo que a missão principal da igreja é proclamar o evangelho do Reino, implicando o batismo e a inserção do novo convertido na igreja através da doutrina bíblica. Uma igreja com proposta terapêutica na reconstrução da pessoa levando-a ao exercício do espírito amoroso e o desejo de servir.

Quanto à postura teológica voltada para o exercício da fé, da conversão do individuo, da ortodoxia e da valorização do Espírito Santo é fundamental exercer não mais um discurso de protesto a tudo e a todos, mas de proclamação do evangelho de Cristo. A teologia como estudo de Deus fundamentada na Palavra, não pode ser substituída por ideologias ou sistemas de asserções, teorias ou alvos que constituem num programa sócio-religioso de política injusta, e sim de evitar a sacramentalização de ideologias partidárias. Utilizar-se do poder político para fazer valer seus direitos da propagação do evangelho ou condenar a ação de uma cultura nacional por não pertencer ao universo do cristianismo é um ato arbitrário e, absolutamente, condenável ao interesse político, econômico, social e, principalmente, religioso.

A resposta mais sensata aos tempos de irrelevância, blasfêmia e inerrância bíblica do mundo globalizado e, assim como, coibir as barreiras da expansão do evangelho é proclamar a verdade sobre Jesus Cristo. A religião, portanto, não pode ser vista como meio de expressão de interesses governamentais, mas como uma organização voltada em torno dos elementos sagrados da vida humana que cria condições para uma tentativa coletiva de construir uma ponte entre o homem e Deus. Deste modo, é imprescindível proclamar a Palavra de Deus sob a autoridade que Cristo assegurou à igreja dos apóstolos e dos profetas.

O povo de Deus está nesta terra para levar boas novas de salvação a todos os povos através do anúncio de que só existe um caminho entre Deus e os homens que é o Senhor Jesus. Cada cristão deve ter sua fé ativa ao exercício da evangelização dos povos, não só através do discurso bíblico, mas também, pelo testemunho de vida correta e santa (Cf. Mc 16.15 & I Tm 2.5).

Quando o cristão, por sua vez, resolve ser um homem público, tornando-se representante eleito de um município, estado ou nação, recebe um conjunto de responsabilidades que diferem, substancialmente, do papel evangelizador de um seguidor de Cristo. Sua missão agora é governar em favor de um povo constituído de uma diversidade cultural, econômica, social, política e religiosa, apresentando condições de defender a ordem pública e o bem estar desta gente. Atuará em favor da justiça social daqueles que lhe escolheu como seu representante e, sobretudo, assegurar a liberdade de religião para todos os cidadãos na diversidade das crenças presente no Brasil. Essa atitude não pode significar o descomprometimento de sua fé ou sua fidelidade com Deus. Pode falar livremente de sua fé e, maiormente, através do testemunho dos valores cristãos em sua vida cotidiana. Em hipótese alguma, utilizará do poder público para favorecer a posição do cristianismo, igreja ou denominação onde serve religiosamente a Deus.

Quando um cidadão evangélico estiver governando um povo é preciso estar apto a dirigir com seriedade e coerência influenciando outros políticos a praticarem a equidade e a justiça. Outra atitude é mostrar não só aos que o elegeram, mas a toda gente que, apesar do poder corromper é possível governar sem ser corrupto. Isto é, quando o poder é usado para a manutenção da ordem é mérito, mas quando usado para ações injustas é corrupção.

Observação também se faz sobre a prática evangelizadora de certos crentes. Ainda que bem intencionados, ao trabalharem em instituições governamentais, escolas, instituições privadas ou cargos políticos, preferem trazer a influência de Cristo em detrimento da cultura. Tal atitude desnorteia o verdadeiro sentido da cristianização do mundo.

A evangelização brasileira é libertadora, mas, no entanto, algumas igrejas fizeram aliança com o sistema neoliberal tornando-se burguesa e importando uma atitude reacionária da teologia norte-americana apresentando-se até como opressora. Outro fator que provocou essa mudança de comportamento nas igrejas evangélicas, é que com o tempo, a igreja protestante passou a absorver os valores mais integrados na igreja católica tornando-se tradicionalista, intolerante e direitista.

É preciso entender que a evangelização dos povos, segundo a Bíblia, não pode ser confundida com aculturação, pois a ação evangelizadora é transcultural entendendo que a cultura de um povo não pode ser confundida com doutrina bíblica. A Bíblia é a palavra de Deus e, portanto, precisa ser ensinada conforme Deus ordenou: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado (Cf. Mt 28. 19-20).

O registro dos Evangelhos sobre o ministério de Jesus Cristo no I século da era cristã, observa-se que o Messias era consciente da miséria social que passavam o povo daquela época, resultante não só da crise religiosa, mas também, política e econômica. Seu projeto, no entanto, era espiritual no intuito primordial de produzir uma revolução no interior do homem. Isto é, embora tivesse consciência do estado social e do autoritarismo político que os judeus e demais povos viviam em seu tempo, detectou uma miséria mais profunda que precisava, urgentemente, de salvação. Agiu, então, no íntimo do ser humano possibilitando soluções para as outras mazelas e injustiças humanas.

Este projeto de regeneração no interior do homem deu oportunidade para a restauração no exterior da humanidade numa mudança de dentro para fora. Portanto, cabe a igreja atuar na salvação dos povos, mas também contribuir para a revolução social, política e econômicas da sociedade. Uma transformação que envolva a vida espiritual do homem e, especialmente, a vida social. Um projeto que atenda não apenas alguns membros da igreja ou da sociedade, mas a todos indiscriminadamente voltado, substancial, para o reino de Deus, a paz e a justiça social.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ana, modelo de mulher que ora





“Então Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló: e Eli, sacerdote, estava assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor. Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente. E votou um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos! Se, benignamente, atenderes para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei, por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. Então respondeu Eli, e disse: Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a tua petição que lhe pediste. E disse ela: Ache a tua serva graça em teus olhos. Assim a mulher se foi em seu caminho, e comeu, e o seu semblante já não era triste” (1Sm 1.9-11,17,18).




O texto bíblico remete um exemplo de uma mulher que em tempo de aflição orou ao Senhor e obteve de Deus um grande milagre em sua vida. A história é de uma família israelita que servia ao Deus de Israel e de ano em ano subia a Siló para adorar e sacrificar ao Senhor dos Exércitos. Ana, em uma de suas peregrinações, pediu a Deus para que lhe desse um filho e sua oração foi respondida. Nasceu Samuel, um milagre de Deus, que ao ser desmamado, foi levado a Siló e consagrado ao Senhor como nazireu (1Sm 1.23; 2.1).
O contexto sócio-político da época era sistema tribal, quando Israel ainda não era uma nação organizada. O povo vivia a época dos juízes que ao receberem orientação divina julgavam, orientavam e lutavam pelo povo de Israel. Era um tempo de grande e crescente degeneração (Jz 21.19-21; 1Sm 2.12-17, 22). Os filisteus, que nos últimos anos tinham aumentado em poder e número, eram praticamente donos do país, mantendo o povo em sujeição (1Sm 10.5; 1Sm 13.3). Com o nascimento de Samuel, o Senhor passou a revelar-se de diferentes maneiras. Samuel tornou-se o último dos juízes em Israel, sua fama e influência atingiram todo o Israel, pois ele fora divinamente chamado para ser profeta e sacerdote. Começou, então, um novo período na história do reino de Deus.

1. QUEM ERA ELCANA: Descendente da tribo de Levi (1Cr 6.33-38), seu nome significa “criado por Deus”. Morava em Ramataim de Zofim, chamada de Ramá, montanha de Efraim, região localizada a 10km ao norte de Jerusalém. Um levita da casa de Hemã, que embora pareça não ter exercido qualquer das habituais tarefas dos levitas, era um homem notável, obediente a lei, próspero e um esposo exemplar. Era "um efratita" (1Sm 1.1,4,8). Foi o pai de Samuel, o profeta (1Cr 6.27,34). Tinha uma união conjugal de poligamia, pois era casado com duas mulheres, Ana e Penina. A poligamia ou bigamia é a união conjugal de uma pessoa com várias outras, um costume comum em algumas famílias de Israel que não tinha amparo na lei de Moisés e nem aprovação no Deus de Israel. Tal prática, presente em outras culturas da época, acontecia quanto o chefe de família tinha condições, sobretudo, financeira de ter mais de uma mulher.
2. QUEM ERA ANA: Ana significa “graça”. Era a primeira mulher de Elcana, uma mulher sofrida, pois o Senhor lhe tinha cerrado a madre (1Sm 1.5). E, mesmo sendo estéril impossibilitada de dar filhos a Elcana, este a amava intensamente (1Sm 1.8). Ana sofria grande perseguição de Penina, que sua amargura lhe tirava a vontade de comer e lhe fazia chorar amargamente. Apesar de toda a sua aflição estava de continuo na casa do Senhor (1Sm 3,5,7). Era uma mulher piedosa (1Sm 1.15,16,20). Foi ela quem deu o nome ao seu filho. Era atribulada de espírito, viva triste, mas não era invejosa e nunca intentou o mal contra sua rival (1Sm 1.15,18).
3. QUEM ERA PENINA: Era a segunda mulher de Elcana. Era uma mulher rixosa, injusta e contendera, pois humilhava Ana por ser uma mulher estéril (1Sm 1.6,7). Elcana casou-se com Penina para que lhe desse herdeiro e dispensava um amor diferente do de Ana. Ou seja, Penina deu filhos a Elcana, mas não recebia o mesmo amor que Elcana dispensava a Ana.

4. TRÊS ATITUDES DE ANA PARA MUDAR DE VIDA:
4.1 ANA LEVANTOU-SE DO SEU ESTADO DE AMARGURA (1Sm 1.9): Certa ocasião em Siló estava Ana chorando por causa das injurias sofrida por sua rival Penina. Ao perceber Elcana que Ana lamentava-se perguntou: Ana, por que choras? e por que não comes? e por que está mal o teu coração? não te sou eu melhor do que dez filhos? (1Sm 1.8). A Bíblia diz que Ana tomou atitudes que deram um novo sentido a sua vida amargurada. Ana, portanto, se levantou “Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló” (1Sm 1.9). Parou de chorar amargamente e de passar fome e viver sem perspectiva (baixa-estima/1Sm 1.7);
4.2 OROU AO SENHOR (1Sm 1.10,12): Ana podia contar sua aflição ao seu esposo. Poderia queixar-se ao sacerdote Eli, mas não fez. Preferiu orar ao Senhor apresentando o seu sofrimento;
4.3 FEZ UM VOTO (1Sm 1.11): Diz a Bíblia que Ana votou um voto: “Senhor dos Exércitos! Se, benignamente, atenderes para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei, por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha”. Quando a aflição chegar a tua porta clame por Deus. Faça um acordo com Ele. Disponha-se para Deus e Ele te ouvirá;

                                        5. MODELO DA ORAÇÃO DE ANA:


     5.1 OROU CONTANTO AO SENHOR AS SUAS QUEIXAS (1Sm 1. 10,11): Ana não murmurou. Não contendeu. Não contou a terceiros, apenas falou com Deus. Jó é um grande exemplo quando o homem apresenta a Deus suas queixas (Jó 7.11; 10.1);

5.2 CONFIOU QUE A VINGANÇA PERTENCE A DEUS (1Sm 2.1,5,8): Entregar aqueles que nos persegue nas mãos de Deus é a melhor atitude diante da adversidade. Ana confiou em Deus sabendo que o Senhor lhe daria vitória sobre Penina;
5.3 FEZ UM PEDIDO DENTRO DA VONTADE DE DEUS (1Sm 1. 11): Foi o Senhor que a fez estéril (1Sm 1.5). Logo, seria um trabalhar de Deus para a manifestação da glória do Deus de Israel. Ana, então, pediu segundo a benignidade de Deus. Ela só poderia ter um filho se Deus quisesse;
5.4 EM SUA ORAÇÃO NÃO HAVIA INVEJA, CIÚME OU DESEJO ORGULHOSO (1Sm 1. 10,11,15,16): O desejo de Ana estava no seu Deus. O desejo do coração de Ana era sua necessidade, mas estava diante de Deus sem prepotente ou desprezo com relação ao outro. Uma atitude diferente de Raquel, a mulher de Jacó (Gn 30.1,2);
5.5 FEZ UM PEDIDO NÃO PARA A SUA GLÓRIA, MAS PARA A GLÓRIA DE DEUS (1Sm 1.11): O filho que Ana pediu ao Senhor não era para ela, mas para a obra de Deus iria manifestada em Israel. Um filho não para a alegria de do pai Elcana, mas do Pai Celeste.
5.6 OROU COM HUMILDADE (1Sm 1.11): Quando há humilhação Deus se manifesta soberanamente. Quando Ana fala com Deus ela se apresenta como serva. No versículo 11 a expressão serva, se referindo a Ana, aparece três vezes. Poderia se apresentar com algum título que lhe era oportuno, mas não fez;
5.7 PERSEVEROU EM ORAÇÃO (1Sm 1.12): Muitos não sabem esperar em Deus. Quando o milagre não acontece logo, infelizmente, muitos param de confiar em Deus, buscam suas próprias opiniões ou soluções e deixam de esperar no Senhor. O melhor milagre na vida do crente é aquele que vem de Deus. Não faça atalhos para aquilo que Deus quer fazer em tua vida. Não faça como Sara que confiou numa serva egípcia lhe dar um filho. Faça como Ana espere no Senhor;
5.8 OROU COM O CORAÇÃO (1Sm 1.13): A oração de Ana foi com sentimento profundo a ponto de ser interpretada como uma mulher embriagada. A oração de Paulo aos irmãos efésios é um exemplo de oração com o coração (Ef 3.14-21);
5.9 UMA ORAÇÃO DE CONFIANÇA E DESCANSO NO SENHOR (1Sm 1.17-19): Quando Ana recebe a palavra do sacerdote Eli ela confia no Senhor e toma uma atitude: “Assim a mulher se foi seu caminho, e comeu, e o seu semblante já não era triste” (v.18). Ana muda seu estado de deserto. Ela levanta-se, alimenta-se e seu semblante já não é mais de tristeza, mas de uma mulher vitoriosa.
5.10 OBTEVE RESPOSTA NO TEMPO DE DEUS (1Sm 1.26-28):  Ana sai do templo confiante em sua oração atendida. Voltou para a sua casa e ai engravidou-se de seu esposo Elcana e só depois do período normal de gestação comum as mulheres foi que lhe nasceu Samuel (1Sm 1.19,20). Espere no tempo de Deus em sua vida. O que Ele faz é perfeito, portanto, deixe que ele faça o milagre no seu tempo.
                 6. ÚLTIMOS ATOS DE ANA
 
     6.1  CUIDOU DO MENINO ATÉ AO DIA QUE FOR DESMAMADO (1Sm 1.22-23): “Porém Ana não subiu; mas disse ao seu marido: Quando o menino for desmamado, então o levarei, para que apareça perante o Senhor, e lá fique para sempre. E Elcana, seu marido, lhe disse: Faze o que bem te parecer em teus olhos; fica até que o desmames; tão somente confirme o Senhor a sua palavra: assim ficou a mulher, e deu leite a seu filho, até que o desmamou”.
     6.2  OFERECEU SACRIFÍCIO AO SENHOR (1Sm 1.24-25): “E, havendo-o desmamado, o levou consigo, com três bezerros, e um efa de farinha, e um odre de vinho, e o trouxe à casa do Senhor, a Silo, e era o menino ainda muito criança. E degolaram um bezerro: e assim trouxeram o menino a Eli.”
      6.3  CUMPRIU COM SUA PALAVRA (1Sm 1.26-28): Pagou o voto. Era do Senhor, por isso o entregou. O deu incondicionalmente como dedicação ao Senhor;
      6.4 ADOROU AO SENHOR (1Sm 2.1-10): Um dos últimos atos de Ana diante deste grande milagre foi adorar a Deus. Aqui neste texto está um belo hino de louvor e ação de Graças pelo feito do Senhor Deus em favor dos seus filhos.
      6.5  ANA AINDA TEVE OUTROS FILHOS (1Sm 2.20-21): “E Eli abençoou a Elcana e a sua mulher, e disse: O Senhor te dê semente desta mulher, pela petição que fez ao Senhor. E voltaram para o seu lugar. Visitou, pois, o Senhor a Ana, e concebeu, e teve três filhos e duas filhas: e o mancebo Samuel crescia diante do Senhor”. O total de filhos que Ana deu a Elcana foram seis filhos, sendo que Samuel significou o filho dedicado para uma obra especial de Deus em Israel.

domingo, 25 de dezembro de 2011

NATAL DO BEM


“O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução” – Pr 24.32



Quando olhamos para uma criança, não conseguimos medir o grau ou a profundidade do seu interior, principalmente, quando repreendida. Uma chamada ríspida como palmada ou castigo, os pedagogos não definem claramente estes expedientes existentes a disciplina do aprendiz, ela continua se doando, amando-nos e rindo. Esse fato é sem explicação, sobretudo, quando não se analisa na perspectiva da bondade. A criança, mesmo corrigida pelos pais, logo se desliga deste fato e passa a sorrir e a estar junto de seus progenitores.

Muitas delas aprendem ainda em terna infância, como se identificar uma ação do bem ou do mal. Meu filho, por exemplo, quando repreendido por mim, logo pergunta: Pai tu é do bem ou do mal? E, às vezes, até sobre outros membros da família ele inquire: Pai, vovó é do bem ou do mal? Isto é, por causa do tipo de repreensão que lhe causou dor, ele argumenta que tal atitude só pode ser do mal.
As crianças nos ensinam que o mal não é próprio dos homens, mesmo sabendo que em nossa vida encontraremos pessoas que praticam o mal, mas a Bíblia adverte: “Aquele que cuida em fazer o mal, mestre de maus intentos o chamarão” – Pv 24.8. Crianças são pessoas do céu, apesar de conviverem com muitos adultos que são profissionais da maldade e pleiteiam morar no céu. Que decepção!

As crianças possuem algo que muitos adultos perderam por conta do cotidiano não vivido eticamente e das labutas da vida hodierna realizada imoralmente. É o espírito da inocência, aqui no sentido legítimo, isto é, sem maldade e sem preconceitos.

A inocência é roubada quando o espírito egoísta assume o controle da vida. A bondade se esvai e o mal governa, absolutamente, o ego humano. O querer o bem, estar junto, o praticar o bem a todos indistintamente, o perdoar e o esquecimento de magos já não mais existem. A ingenuidade iniciante e comum a vida é destruída pelo medo, pela insegurança e pela desobediência da ordem teologicamente correta. Pela covardia dos homens, os desafetos são imensuráveis causando traumas, perda da identidade social digna, falta de fé e esperança. Mas a Bíblia adverte: “Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; e, se tiver sede, dá-lhe água para beber, porque, assim brasas lhe amontoarás sobre a cabeça; e o Senhor to pagará” – Pv 25.21-22.

Entender, portanto, o natal do bem se faz necessário olharmos para a criança que existe dentro de cada um de nós. É resgatar a missão do bem que cada indivíduo deve exercer. É desempenhar com excelência a humanidade, a solidariedade, o compromisso do amor incondicional e educar-se desenvolvendo novos aprendizados a cada exercício do bem.
Nesta vida, ainda que muitas coisas passem até desapercebidamente, a pratica do bem, deve ser mantida. Façamos das festas natalinas e dos últimos acontecimentos deste fim de ano o desabrochar de um novo tempo. Tempo do bem!
Faça o bem sem olhar seletivo, pois quem faz o bem demonstra ser do bem.

Pense um pouco menos em você, e invista na coletividade, veja-se no outro, isso é empatia.
Andar pelo mesmo caminho que o outro anda é adquirir conhecimento do outro a fim de melhor desenvolver a crítica. Haverá melhor condições de tratar o outro como gostaria de ser tratado.

Utilize as palavras que gostaria que os outros dissessem a você. Fale aquilo que edifica. Diz provérbios 25.11: “Como maças de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.”
Comece a fazer o bem e ser do bem pelos pequeninos desta terra. Todos os dias nascem crianças que precisam de pessoas que tenham a bondade como expediente da vida.
A criança é pura no falar, no olhar, no agir e no pensar, você pode aprender enquanto a ensina. Os seus gestos têm origem no céu, o mais excelente lugar do bem. É todos nós podemos viver eternamente lá.

Pense no natal do bem, pense bem e faça deste novo ano o ano do bem, a começa praticando o bem a si e aos seus confrades deste mundo dito pós-modermo, mas desumano, egoísta e teologicamente incompleto.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um NATAL Abençoado e UM ANO NOVO de VITÓRIAS



Que o natal e o ano novo sejam um marco de um novo tempo na vida daqueles que mantem a confiança no SENHOR JESUS. Não desista, mesmo que muitos sonhos, feitos e milagres, tão esperados, não aconteceram neste últimos dias.
Mantenha calma, sigam em frente e jamais desista dos seus ideais.
Deus controla tudo e todos e tem um designo para cada um de nós.
Pense como o salmista e mantenha a fé: "Lembra-te da promessa que fizeste ao teu servo, na qual me tens feito esperar" Sl 119.49.
Deus é fiel e jamais despreza os seus filhos.
Um grande abraço no nome do SENHOR JESUS!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Congresso da Família Cristã - Manacapuru - AM


Nos dia 26, 27 e 28 de agosto aconteceu na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Manacapuru- AM, pastor presidente José Leandro da Silva, o I Congresso da Família Cristã. O Congresso teve como tema: Família Instituição Divina - Gn 2.24. Três dias de muita graça de Deus, louvor e ministração da Palavra. No louvor houve a participação da cantora Cleide Silva - Bragança-PA e na ministração da palavra Pr Marcos Eliezer Souza - Belém - PA. O evento contou com a presença da família assembleiana do município e muitas igrejas do estado do Amazonas. Pr Marcos pregou a palavra e convocou a família cristã para viver um novo tempo no amor, na integridade cristã e no relacionamento saudável orientado pela Palavra de Deus. Veja algumas fotos: 






















quarta-feira, 11 de maio de 2011

Centenário da Assembleia de Deus no Brasil e o Tempo de Missão


Os cem anos de fundação da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil se completam. Dia 18 de junho é o marco da semente missionária plantada por Daniel Berg e Gunnar Vingre em Belém do Pará e espelhada por todos os rincões deste abençoado Brasil. São 100 anos de missão, evangelização, vitória, crescimento espiritual e social, doutrinamento, adversidade e divisões eclesiásticas.

Uma reflexão se faz necessário: Qual o papel da igreja em meio a tantos dissabores dos últimos dias que antecedem as comemorações do centenário da denominação?

Biblicamente esta problemática pode ser entendida sem poder, é claro e infelizmente, esquivar-se da balbúrdia político-pastoral que apresenta-se em meio aos desejos e aos ideais contradizentes das comemorações dos 100 anos. Entendo que tais desatinos, além do comprimento profético são da tutela e inteira responsabilidade de seus líderes eclesiásticos ou diríamos atuais gerentes?!

Então, convém falar na missão de cada crente, do tempo investido no reino, do tempo de fazer missão, de fazer evangelização, do tempo de executar e do tempo de ser missionário.

A Igreja Evangélica Assembléia de Deus chega aos cem anos fazendo missões, justamente aquilo que impulsionou a vida ministerial de dois modestos e abençoados servos de Deus que saíram da nação Sueca em busca de terras brasileiras para fazerem missões.


Então cabe a cada crente, inclusive aos líderes e/ou gerentes viver o tempo de fazer missão exercendo o seu papel com propósito e dedicação bíblica. É preciso a união de todos, objetivando com humildade as almas que estão morrendo nas mãos do adversário do povo de Deus.

É necessário resgatarmos em nós o amor pelas almas, despertar nosso potencial, sonhos e desejos para o engrandecimento do Reino de Deus.  É tempo de ser missionário. Tempo de misericórdia, tempo de orarmos pela família, abençoarmos esta cidade e pregarmos o evangelho para nossos vizinhos e amigos. Tempo de despertar nossa capacidade de ganhar almas para Cristo. Essa é nossa missão, nossa meta.

Fazer missão! É esse o papel de cada crente. O ministério dos verdadeiros filhos de Deus no resgate de crianças, jovens e adultos que satanás tomou para si.

Que nestes dias de comemorações da qual a igreja realiza, façamos a obra de Deus como verdadeiros servos, a semelhança do profeta Miquéias que diz:


"Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a e andes humildemente com o teu Deus? A voz do SENHOR clama à cidade e o que é sábio verá o teu nome. Ouvi a vara, e quem a ordenou(Miquéias 6.8,9).


Portanto, tenhamos o claro compromisso com a justiça, num intenso amor de misericórdia e andando humildemente com Deus.

Que Deus abençoe as festividades do centenário da Assembleia de Deus em Belém, no Pará e no Brasil e que muitas vidas tenham um encontro com Deus.

Eu, o navio e o farol


A mensagem remete uma reflexão sobre um diálogo verídico que aconteceu em outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.


Os americanos começaram: Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.
Os canadenses responderam em prontidão: Recomendo mudar o seu curso 15 graus para sul.
O americano ficou irritado: Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o seu curso.
Mas, o canadense insistiu: Não. Mude o seu curso atual.
A situação começou a ficar complicada e o capitão americano esbravejou ao microfone: Este é o porta-aviões USS Lincoln, o segundo maior navio da frota americana no Atlântico. Estamos acompanhados de três destroyers, três fragatas e numerosos navios de suporte. Eu exijo que vocês mudem seu curso 15 graus para norte, ou então tomaremos contramedidas para garantir a segurança do navio.
E o canadense respondeu: Senhor, aqui é um farol!

Partindo desta realidade entendemos que muitas vezes a ausência de humildade desenvolver homens míopes. Apressamo-nos em tirar conclusões e criticar a maneira dos outros ou exigimos mudanças de comportamento das pessoas quando, na verdade, nós é que deveríamos mudar o nosso rumo.
Sendo assim, reflita sua maneira de interagir com o seu semelhante, considere-se sempre menor, pois achar-se superior não melhora em nada a vida sócio-cristã.
Pense bem, pois nunca aprenderemos nada se não agirmos com humilde.